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FIGURA 1: Sem título.
Mikhail Vrubel. |
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Ambientes de tratamento
Há uma possibilidade ilimitada de modelos
de tratamento1,2 (Quadro 1). No entanto, há
os ambientes de tratamento 'mais famosos', tradicionais e conhecidos
do grande público. Cada um deles possui vantagens e desvantagens
na prestação de auxílio ao dependente químico3.
Não há um serviço melhor que o outro, mas sim
pacientes mais indicados para cada serviço4. A
compreensão e o entendimento das possibilidades e limitações
de cada ambiente de tratamento auxiliam o processo adequação
de um serviço às necessidades da comunidade a qual
presta assistência3.
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Quadro 1: Ambientes de tratamento
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- Rede primária de atendimento
à saúde
- Unidades comunitárias
de álcool e drogas
- Unidade ambulatorial especializada
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Fonte:
Edwards G, Marshall EJ, Cook CCH. O tratamento
do alcoolismo. Porto Alegre: ARTMED; 1999.
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O momento do tratamento também influencia
a escolha do serviço2. Usuários de cocaína
com sintomas agudos de abstinência podem requerer um ambiente
ambulatorial não-intensivo, intensivo, hospital-dia ou até
uma internação para desintoxicação.
Três semanas depois, porém, os sintomas de abstinência
já não são mais o problema preponderante e
abordagens menos intensivas e comunitárias poderão
ser instituídas. Por isso é preciso reconhecer o serviço
mais indicado para aquele momento e saber combiná-lo a outros
ambientes onde a seqüência do tratamento se dará1.
Níveis
de atendimento
Em muitos países, os diversos ambientes
de atendimento para dependência química encontram-se
divididos em modalidades, distribuídas ao longo de um continuum
de cuidados (Figura 2)5. O Brasil, infelizmente,
ainda não possui uma legislação normatizadora
dos níveis de atendimento, tampouco do papel de cada profissional
da saúde no tratamento das dependências químicas,
apesar de problemas acerca do tema já terem sido identificados
por diversos estudos nacionais6. Tal carência dificulta
o encaminhamento racional daqueles que procuram auxílio especializado,
sobrecarregando setores que deveriam se responsabilizar por apenas
uma parte do tratamento6.
Ainda assim, faz parte da organização
de um serviço determinar, mesmo que grosseiramente, qual
o seu ponto de inserção dentro da rede de tratamento
disponível em uma determinada região (figura 2).
Muitas vezes, por competição entre linhas e modelos
terapêuticos ou por ingenuidade ou por arrogância, alguns
serviços se acham plenamente capazes de responder a todas
as necessidades de seus pacientes, apenas utilizando seu cabedal
teórico e suas técnicas terapêuticas4.
Perde-se, assim, um importante referencial: algumas técnicas
e serviços são mais ou menos efetivos de acordo com
o estágio em que se encontra o dependente. Além disso,
não existe um serviço melhor que o outro, mas pacientes
que respondem melhor a um tipo de tratamento do que ao outro.
Todo o serviço deve procurar o seu lugar
para apoiar com mais eficácia o paciente que o procura. Isso
vai além da determinação do papel e do posicionamento
do serviço: é necessário também se conectar
aos demais serviços disponíveis, para formar redes
de apoio mútuo. Isso reforça e amplia as estratégias
de tratamento do serviço e possibilita o encaminhamento daqueles
que já concluíram o tratamento proposto, mas ainda
necessitam de outras abordagens.
Referências Bibliográficas
- Organização Pan-Americana de Saúde (OMS)
& Comissão Interamericana para o Controle do Abuso
de Drogas (CICAD). El modelo ideal de atención - normas
minimas. In: OPAS & CICAD. La dependencia de las drogas y
su tratamiento - guia y criterios básicos para el deserollo
de programas de avaluación de la calidad y normas para
la atención de la dependencia de drogas. OPAS/CICAD; 2000.
- Administración de Servicios para el Abuso de Sustancias
y la Salud Mental (SAMSHA). Programas especializados en el tratamiento
del abuso de sustancias. In: Guía de servicios para el
abuso de sustancias para provedores de atención primária
de la salud. Rockville: NIH; 1999.
- Edwards G, Marshall EJ, Cook CCH. Ambientes de tratamento,
papéis profissionais e organização de serviços
de tratamento. In: Edwards G, Marshall EJ, Cook CCH. O tratamento
do alcoolismo. Porto Alegre: ARTMED; 1999.
- WR & Hester RK. Treatment for alcohol problems: toward an
informed eclecticism. In: Miller WR. Handbook of alcoholism treatment
approaches - effective aternatives. Allyn & Bacon; 1995.
- Office of Substance Abuse Policy. Directory of licensed substance
abuse treatment programs in Chicago. Chicago: OSAP; 2002.
- Laranjeira R. Bases para uma política de tratamento dos
problemas relacionados ao álcool e outras drogas no Estado
de São Paulo. J Bras Psiquiatr 1996; 45(4): 191-99.
22/08/2003
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