www.einstein.br
06 de Janeiro de 2009 Envie suas dúvidas e comentários. Mapa do Site Página Inicial
Últimas Notícias
Entrevistas Relacionadas
Atualizações Científicas
Artigos Interessantes
Perguntas & Respostas
Entrevista
  Entrevista com Evelina Holender
Assessora Pedagógica e Coordenadora do Projeto Adolescência e Saúde do Colégio I.L. Peretz

Entrevista publicada em 13/05/2005
 
1. A senhora poderia descrever brevemente o programa de prevenção ao uso de álcool e drogas desenvolvido pelo Colégio Peretz?

O programa de prevenção do Peretz está inserido numa proposta maior de promoção à saúde, onde o uso de drogas é um dos componentes.
Inicialmente seu público alvo eram alunos de 5ª série do Ensino Fundamental a 3º ano do Ensino Médio, mas as ações hoje se estendem às séries menores (Educação Infantil e Ensino Fundamental - Pré a 4ª série), dentro dos mesmos princípios e objetivos. A informação científica que queremos levar aos alunos é distribuída entre as séries e trabalhada de forma contextualizada dentro das diversas disciplinas, pontuando os principais fatores que interferem num desenvolvimento saudável. São desenvolvidos projetos curriculares e extracurriculares sobre temas relacionados que permitem aos alunos aprofundarem-se nas questões, debatê-las e criarem condições pessoais para escolhas refletidas. Realizamos pesquisas periódicas que nos indicam as necessidades de correção de rumos e especialmente redobramos nossos cuidados com as necessidades afetivas (características emocionais e auto-estima) e a participação social dos alunos.

2. Como foi o processo de implantação do programa?

Quando nos demos conta que ações isoladas não fazem prevenção, buscamos junto à equipe de profissionais da área do Hospital Israelita Albert Einstein uma assessoria para a construção de um programa de prevenção a comportamentos de risco na escola. A partir de uma pesquisa para um levantamento realista de dados, foi feito um mapeamento do colégio, levantando-se necessidades e recursos já disponíveis. Formamos então uma equipe multidisciplinar e com supervisão, trabalhamos durante seis meses na criação do projeto "Adolescência e Saúde".
Preparamos professores para abordagem dos temas em sala de aula.
Criamos espaço de atuação junto a pais e funcionários da comunidade, definimos condutas para seleção e abordagem de alguns problemas.

3. Quais os recursos necessários para um bom programa de prevenção ao uso de drogas na escola?

Partindo-se da vontade política de introduzir um programa de prevenção a comportamentos de risco na escola, o grande investimento está nos recursos humanos da escola: sensibilizar, preparar, acompanhar a equipe no seu trabalho (professores e funcionários) oferecendo-lhes material, espaços de estudo e reflexão, sempre que possível com a supervisão especializada.

4. Como a escola preparou/formou os professores para abordar o tema drogas com os jovens em sala de aula? Eles estão preparados?

"A escola sabe que, embora não deva ocupar o papel da família, hoje ela tem um novo modelo de atuação e os professores têm que se preparar para atender às expectativas". Assim, nossos professores foram construindo sua prática com a supervisão de especialistas que pudessem garantir a transmissão correta da informação, a atualização de dados, a sugestão de estratégias e a avaliação de ações. Ainda assim, surgem questões com as quais temos mais dificuldade em lidar ou às vezes os próprios alunos trazem informações que nos mesmos desconhecemos. Por isto, sabemos que nunca estamos suficientemente preparados. Hoje ainda, temos uma equipe de prevenção que se reúne, em média, duas vezes ao mês, para discutir os problemas que surgem em cada curso, buscar respostas e atuar como multiplicadores junto aos demais professores.

5. Quais foram as principais conquistas obtidas desde a implantação e desenvolvimento deste programa?

Embora não possamos ainda falar numa avaliação científica de resultados pudemos detectar alguns avanços sem precedentes e animadores. Numa pesquisa feita por um instituto altamente qualificado aparecemos como a escola, entre todas as pesquisadas, cujos alunos:
a) tinham mais percepção do trabalho de promoção à saúde de sua escola;
b) melhor conheciam os efeitos maléficos da droga;
c) apresentavam o menor índice de consumo.

Além disso, depois de dois anos de um trabalho multidisciplinar com as 8ªs séries sobre o Tabagismo (web-question) praticamente erradicamos o cigarro na escola e os alunos conseguiram que três professores abandonassem o vício.

6. Quais dicas você daria a outras escolas que queiram trabalhar o tema drogas com seus alunos?

Evitar uma atuação improvisada e episódica. Criar ações sistemáticas e planejadas, coordenadas por profissionais com qualificação. Criar um ambiente acolhedor, com regras claras e consistentes de comportamento e iniciativas educacionais que incentivem a formação de jovens críticos em relação ao ambiente em que vivem. Incluir na promoção à saúde, a educação afetiva e a participação social.
Veja também...
Entrevistas Anteriores

O conteúdo deste site é de domínio público, os textos aqui contidos podem ser reproduzidos desde que as informações não sejam alteradas e a fonte seja citada adequadamente. Para citar a fonte, copie a linha abaixo:

Site Álcool e Drogas sem Distorção (www.einstein.br/alcooledrogas) / NEAD - Núcleo Einstein de Álcool e Drogas do Hospital Israelita Albert Einstein

Atenciosamente
Equipe Álcool e Drogas sem Distorção

Últimas Notícias
Entrevistas Relacionadas
Atualizações Científicas
Artigos Interessantes
Perguntas & Respostas
Política de Privacidade | © 2000/2009. Todos os direitos reservados.