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A cocaína é um estimulante.
O consumo de cocaína provoca aceleração
da velocidade do pensamento, inquietação psicomotora
(dificuldade para permanecer parado, até quadros mais
sérios de agitação), aumento do estado
de alerta e inibição do apetite. Alterações
do humor são passíveis de grande variabilidade,
indo da euforia (desinibição, fala solta) a
sintomas de mal-estar psíquico (medo, ansiedade e inibição
da fala) (quadro 1).
A duração do efeito depende
da via de administração escolhida: cerca de
30 minutos quando cheirada e menos de 10 minutos quando fumada
ou injetada . Ao final o usuário geralmente fica 'fissurado',
isto é, com vontade de consumir mais.
FIGURA 4: A cocaína pode ser consumida
por qualquer via de administração. A via injetável
e a fumada (crack) colocam grandes quantidade de cocaína
no sangue e geram efeitos estimulantes mais intensos e de curta
duração. O crack é fumado em cachimbos
improvisados ou de vidro. Já a cocaína em pó,
utilizada por via intranasal (cheirada) ou o hábito de
mascar as folhas produzem efeitos menos intensos, porém
de maior duração. Quanto mais intenso e curto
é o efeito desencadeado, maiores as chances de dependência
pelo usuário. www.erowid.org |