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| FIGURA 1: As palavras
que provavelmente levaram ao aparecimento
da palavra DROGA ressaltam sua natureza
vegetal. O consumo de drogas nos tempos
antigos ocorria exclusivamente a partir
de plantas. Nas ilustrações, cenas do
mundo árabe e holandês nos séculos XV
e XVI respectivamente, em harmonia com
o reino vegetal. FONTES: O homem velho
encontra o jovem (1486) e Cena do mercado
(Pieter Aertsen ~ 1550). |
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Os alimentos são assimilados de modo imediato
e utilizados para renovar e ampliar nossa massa
física, bem como para produzir energia. Há
ainda dois tipos de substâncias que podem
ser ingeridas. Aquelas, como os plásticos
e alguns metais, que o corpo não consegue
digerir, tampouco absorver, eliminado-as na sua
forma intacta e aquelas que provocam uma intensa
reação. Esse segundo tipo compreende
as drogas em geral.
Nos dias de palavra droga é rapidamente associada
às substâncias que alteraram estados
da mente, proporcionando experiências de prazer
capazes de levar parte seus usuários ao uso
contínuo e à dependência. Essas
substâncias (drogas) também se tornaram
sinônimas de coisas ruins (isso é uma
droga!) e de situações indesejadas
(que droga!). O que chamamos hoje de droga está
muito longe daquilo que antes essa palavra designava.
A origem etimológica da palavra DROGA é
incerta. A palavra pode ter derivado de DROWA (árabe),
cujo significado é bala de trigo. Droga,
ainda, pode ser originária de DROOGE VATE
(holandês), cujo significado são tonéis
de folhas secas. Isto porque antigamente quase todos
os medicamentos eram feitos à base de vegetais.
A primeira língua a utilizar a palavra tal como
a conhecemos hoje foi o francês: DROGUE (ingrediente,
tintura ou substância química ou farmacêutica, remédio,
produto farmacêutico). Atualmente, a medicina define
droga como sendo: qualquer substância capaz de modificar
o funcionamento dos organismos vivos, resultando
em mudanças fisiológicas ou de comportamento. Portanto,
nota-se que a palavra droga se refere a qualquer
substância capaz de modificar um funcionamento orgânico,
seja essa modificação considerada medicinal ou nociva.
Os antigos, inclusive, não acreditavam que as drogas
fossem exclusivamente boas ou más. Os gregos, por
exemplo, entendiam que qualquer droga se constitui
em um veneno potencial e um remédio potencial, dependendo
da dose, do objetivo do uso, da pureza, das condições
de acesso a esse produto e dos modelos culturais
de uso.
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| FIGURA 2: A palavra
droga, nos tempos antigos, não possuía
qualquer valor pejorativo. A palavra
era aplicada a qualquer substância capaz
de modificar e corrigir alterações fisiológicas
ou comportamentais de um organismo,
que levavam ao aparecimento de doenças.
Nas ilustrações, locais especializados
em vender drogas, muito populares a
partir do final do século XIX: as drogarias. |
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As drogas capazes de alterar o funcionamento mental
ou psíquico são denominadas drogas psicotrópicas
ou simplesmente psicotrópicos. Psicotrópico advém
da junção de psico (mente) e trópico (atração por).
Desse modo, drogas psicotrópicas são aquelas que
atuam sobre o nosso cérebro, alterando nossa maneira
de sentir, de pensar e, muitas vezes, de agir. Mas
estas alterações do nosso psiquismo não são iguais
para toda e qualquer droga. Cada substância é capaz
de causar diferentes reações.
Uma parte das drogas psicotrópicas é capaz de causar
dependência. Essas substâncias receberam a denominação
de drogas de abuso, devido ao uso descontrolado
observado com freqüência entre os seus usuários.
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