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18 de Novembro de 2008 Envie suas dúvidas e comentários. Mapa do Site Página Inicial
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Drogas
 
 
Todas as drogas psicotrópicas atuam sobre o cérebro, principal órgão do sistema nervoso central.
Há diversas classificações possíveis para as drogas, dependendo do enfoque a que se propõem os pesquisadores ou interessados no assunto.

FIGURA 1: Cada substância age no cérebro de uma maneira e são utilizadas pela humanidade com propósitos distintos, podendo estes serem lícitos ou ilícitos. Assim, surgiram classificações para organizar tais substâncias e seus modos de consumo



I. Classificação quanto aos efeitos farmacológicos das drogas
Essa é a maneira de classificar as drogas psicotrópicas mais aceita e difundida. Ela leva em conta o tipo de ação ou efeito que as drogas causam no cérebro de seus usuários (quadro 1).

FIGURA 2: As três classes de drogas, de acordo com ação farmacológica sobre o cérebro: os depressores (álcool), os estimulantes (café) e os perturvadores ou alucinógenos (cogumelo).

 
Quadro 1: Classificação das drogas quanto ao seu modo de ação no cérebro
Drogas depressoras do sistema nervoso central
Drogas estimulantes do sistema nervoso central
Drogas perturbadoras do sistema nervoso central (alucinógenas)

Sob esse ponto de vista, há três classes de drogas: depressoras, estimulantes e perturbadoras (alucinógenas) do sistema nervoso central.


Drogas depressoras do sistema nervoso central
Depressores de ação central ou psicolépticos são substâncias capazes de lentificar ou diminuir a atividade do cérebro, possuindo também alguma propriedade analgésica (quadro 2). Pessoas sob o efeito de tais substâncias tornam-se sonolentas, lerdas, desatentas e desconcentradas.

FIGURA 3: Depressores do sistema nervoso central [da esquerda para a direita]: álcool, comprimidos de benzodiazepínicos, opiáceos sintéticos e Inalantes.

 
Quadro 2: Drogas depressoras do sistema nervoso central
Álcool
Benzodiazepínicos (tranqüilizantes ou calmantes)
Barbitúricos (soníferos)
Opiáceos
Inalantes


Drogas estimulantes do sistema nervoso central
Estimulantes centrais ou psicoanalépticos são substâncias capazes de aumentar a atividade cerebral (quadro 3). Há aumento da vigília, da atenção, aceleração do pensamento e euforia. Seus usuários tornam-se mais ativos, 'ligados'.

FIGURA 4: Os estimulantes: o crystal (derivado das anfetaminas), a cocaína, o cigarro de tabaco (nicotina) e a noz de cola em pó (cafeína).

 
Quadro 3: Drogas estimulantes do sistema nervoso central
Cocaína
Anfetaminas & derivados
Nicotina
Cafeína


Drogas perturbadoras do sistema nervoso central
As drogas perturbadoras, alucinógenas ou psicodislépticas são aquelas relacionadas à produção de quadros de alucinação ou ilusão, geralmente de natureza visual (quadro 4). Os alucinógenos não possuem utilidade clínica (como os calmantes), tampouco podem ser utilizados legalmente (como o álcool, o tabaco e a cafeína). Os alucinógenos não se caracterizam por acelerar ou lentificar o sistema nervoso central. A mudança provocada é qualitativa. O cérebro passa a funcionar fora do seu normal e sua atividade fica perturbada.

FIGURA 5: Cogumelos do gênero Psicilocibe, conhecidos como os cogumelos sagrados do México.

 
Quadro 4: Drogas perturbadoras do sistema nervoso central
Mescalina
Maconha (Δ-9 THC)
Psilocibina (cogumelo)
LSD-25
DMT (Ayahuasca ou Santo Daime)
MDMA (Ecstasy)
Anticonérgicos naturais (lírio) e sintéticos (Artane®, Bentyl®)

O termo psicodélico foi bastante utilizado nos anos setenta, como sinônimo de alucinógeno. Ele surgiu em meio ao movimento hippie e envolto na concepção de que os alucinógenos eram capazes de expandir os estados da mente. Havia uma associação entre alucinógenos e a melhora da sensibilidade, da percepção do mundo, da realidade e da consciência sobre a Humanidade. Abandonado nos últimos anos pelos cientistas, sempre se manteve presente no meio artístico e intelectual, entitulando inclusive movimentos artísiticos desde então. A fim de retratar a origem história desta palavra, um fragmento de um texto de John Cashman (escrito em 1966 com o intuito de apresentar à sociedade norte-americana e discutir com essa o que era o LSD) aparece a seguir: